Malaysia Airlines na bancarrota corta 6000 funcionários

A Malaysia Airlines (Kuala Lumpur) está tecnicamente na bancarrota de acordo com o novo presidente executivo (CEO) Christoph Mueller, que pertencia a Aer Lingus. Em conferência de imprensa o CEO afirmou que a Companhia Aérea vai despedir 6000 funcionários dos actuais 20.000 e vender 2 Airbus A380 de forma a reduzir custos. O anúncio é consequência dos 2 dramáticos acidentes a que se seguiu a nacionalização em 2014.

A empresa continuará a funcionar normalmente e a 1 de Setembro sofrerá alteração no nome  e logotipo, sem no entanto se saber mais pormenores.

O declínio da Malaysia Airlines

A Malaysia Airlines tem apresentado nos últimos anos prejuízos decorrentes da forte concorrência regional no sector, mas a machadada final foram os 2 acidentes em 2014:

  • Em Março, o voo MH370 desapareceu com 239 passageiros e tripulantes a bordo. O avião ainda não foi encontrado;
  • A 17 de Julho o voo MH17 foi abatido por um míssil terra-ar, no espaço aéreo ucraniano, com a perda de 298 passageiros e tripulantes.

Logo da Malaysia Airlines

A reestruturação da Companhia Aérea falida e o corte de 6000 postos de trabalho

Mueller fez a sua 1ª aparição pública como CEO desde que foi contratado pelo actual proprietário, o fundo estatal malaio Khazanah, para liderar a reestruturação. Apelidado com a alcunha Terminator, este executivo alemão assume agora uma das vagas de emprego mais difíceis no sector aeronáutico, onde já acumula no seu Currículo as recuperações da irlandesa Aer Lingus, da Belga Sabena e alemã Lufthansa.

A reestruturação passa pela dispensa de 30% da força laboral, rever a sua frota de 13 Boeing 777-200 ER e tentar encontrar compradores para dois dos seus seis Airbus A380.

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