Tarifas aéreas que oferecem preços ridiculamente baixos devido a erro humano ou falha tecnológica vão pertencer ao passado, depois do Departamento de Transportes Norte-Americano (DOT) ter publicado nova regulamentação que permite às companhias aéreas anular as passagens áreas com erros nos preços.
Maiores erros de tarifas aéreas
Alguns dos casos mais conhecidos e mediáticos foram os erros como:
- £50 na rota Londres-Newark em 1ª classe;
- 6.90 dólares numa viagem de avião para o Havaí na Delta Airlines;
- US$ 450 para uma passagem em classe executiva entre Washington DC e Pequim na China pela American Airlines.
Nova legislação nos EUA acaba com pechinchas por erro humano ou tecnológico
A antiga legislação dos Estados Unidos (EUA) obrigava as empresas de aviação a honrar os valores das tarifas adquiridas pelos clientes e proibia o aumento das taxas sobre os passageiros que aproveitavam o erro.
Em redor destes descuidos humanos ou técnicos, muitos websites do sector como o Flight Deal, Flight Fishing, e Airfarewatchdog tinham ferramentas para detectar os erros das Companhias Aéreas e informarem em tempo real os seus seguidores acerca das super-promoções.
Quem quisesse aproveitar as pechinchas tinha de ser rápido na sua reserva, já que, logo que o erro fosse detectado era corrigido e o pretenso comprador deixaria de ter hipótese de adquirir a passagem ao preço erróneo.
No dia 8 de Maio de 2015 entrou em vigor uma nova regra publicada pelo DOT (Mistaken_Fare_Policy_Statement_05082015)
Segundo o DOT, o Conselheiro Geral de Assistência decidiu não impor a secção 399.88 com respeito às tarifas equivocadas enquanto o Departamento completa o processo de regulamentação acima mencionada.
Quando houve voos em 1ª classe a 50 Libras
Esta mudança de atitude do Departamento de Transportes Norte-Americano parece ter acontecido quando em Fevereiro um erro de software no site da United.com na versão dinamarquesa permitia comprar passagens aéreas transatlânticas em 1ª classe a £50 entre a Europa e o continente americano.

Passageiros de várias nacionalidades inscreveram-se como sendo dinamarqueses e aproveitaram o bug tecnológico para adquirirem estes bilhetes em saldo. A companhia aérea apelou para o DOT dizendo que os consumidores estavam a agir de forma fraudulenta já que tinham mentido na sua nacionalidade.
