Uma organização não lucrativa de consumidores de serviços aéreos com sede nos Estados Unidos da América está a apelar às autoridades para proibir as companhias aéreas de reduzir ainda mais o tamanho dos assentos nos aviões. A Flyers Rights afirma que o tamanho cada vez menor dos assentos e a diminuição do espaço para as pernas tornou-se uma situação intolerável para os passageiros.
Abaixo assinado da Flyers Rights exige mais espaço nos assentos dos aviões
A organização já enviou uma petição com mais de 30000 assinaturas durante o mês passado, ao presidente Michael Huerta da FAA – Federal Aviation Administration (Autoridade Civil de Aviação Americana), pedindo para pôr fim a mais reduções no espaço dos assentos e nomear uma Comissão para impor padrões mínimos de forma a garantir segurança e conforto.
Segundo a Flyers Rights: “A indiferença à saúde e segurança dos passageiros é surpreendente. O público pode pensar que os organismos governamentais DOT ou OSHA protegem a saúde e segurança dos passageiros, infelizmente, há poucas pessoas a controlar e os requisitos legais a respeito do espaço a bordo e direito dos passageiros são vagos ou inexistentes“.
A FAA respondeu dizendo que a petição será avaliada num período de tempo apropriado.
Os principais problemas de saúde relacionados
Um dos problemas para a saúde da falta de espaço para as pernas é a Trombose Venosa Profunda (TVP). A TVP é um coágulo sanguíneo numa veia profunda da perna cuja probabilidade de acontecer é proporcional ao tempo de imobilidade dos membros inferiores. Nos anos 90 ficou conhecida pela síndroma da classe económica, devido à frequência de incidentes que ocorriam nos passageiros aéreos que viajavam na classe económica e que não se podiam mexer por causa da falta de espaço.
Em 2001 a revista The Lancet publicou um estudo estimando que 1 milhão de casos de Trombose Venosa Profunda relacionados com o transporte aéreo ocorrem nos Estados Unidos por ano, e que 100.000 destes casos resultem em morte (Lancet, 08 de Setembro de 2001, página 838).
A lei existente
A actual legislação americana permite às companhias aéreas colocarem tantos assentos na cabine quanto desejem, desde que os passageiros consigam escapar em caso de emergência dentro de 90 segundos.
No entanto, a Flyers Rights apurou que a FAA, permite que as companhias aéreas usem simulações de computador para efectuar os testes de evacuação, em vez de testes em cenário real.
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