Os Emirados Árabes Unidos vão tornar-se num dos países mais avançados tecnologicamente no controlo de passageiros.
Portas electrónicas com leitura de impressões digitais e retina ocular vão ajudar no controlo da entrada.
Sistemas Biométricos nas fronteiras
O sistema será um dos mais avançados do mundo com leitores de impressão digital, scanners dos olhos e reconhecimento facial que vão complementar o controlo dos viajantes e ajudar a detectar passaportes falsos.
O acesso terá portas electrónicas e balcões virtuais com acesso a uma base de dados com os dados biométricos dos cidadãos nacionais e turistas que queiram entrar no país.
O Coronel Barakat Al Kendi, responsável pelo departamento de Tecnologia do Ministério do Interior disse numa conferência de imprensa: O novo sistema de portas electrónicas usará a triagem de impressão digital para verificar se há restrições relacionadas com a segurança dos passageiros, enquanto que para os não residentes será apenas exigido o scanning da íris.

Implementação nos Aeroportos do Emirados
Os aeroportos do Dubai vão receber em 2015 cerca de 80 milhões de passageiros e o aeroporto internacional de Abu Dhabi (código IATA: AUH) deverá crescer 20% em número de chegadas.
Para fazer face a esta avalanche de pessoas o governo dos Emirados apoia a 100% o novo projecto da mais recente tecnologia e continuação dos projectos anteriores de forma a facilitar o fluxo de passageiros através das fronteiras.
Segundo o mesmo responsável, o controlo através da leitura da retina já impediu a entrada de 400.000 viajantes.
Futuro do Controlo de passageiros
É certo que a monarquia vigente nestes Estados tem a vantagem de permitir uma implementação mais ampla das medidas de segurança, que em países ocidentais podia causar mais polémica por leis que restringem o acesso a dados pessoais e privados.
No entanto muitos países já utilizam alguns sistemas biométricos desde que os passaportes começaram a ter chips integrados.
O aumento a 2 dígitos no tráfego de passageiros de alguns aeroportos e as filas de espera nas fronteiras estão a obrigar as infraestruturas de gestão aeroportuária e os governos a acelerar a implementação de medidas e sistemas mais eficientes de controlo e processamento dos viajantes.
