A Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA) está a pedir ao governo tailandês para resolver urgentemente as questões de segurança e capacidade no aeroporto de Bangkok. O pedido dirigido ao governo da Tailândia realça a necessidade de corrigir os pontos fracos na pista, taxiways e plataforma de estacionamento que causam atolamentos nas aeronaves.
“O poder extra de reboque necessário para manobrar através destas superfícies é um risco de segurança para o pessoal de terra, veículos terrestres e aeronaves”, disse a IATA em comunicado.
“Além disso, os reparos superficiais frequentes criam congestionamento. A constante reparação da pista, taxiways e zonas de estacionamento com asfalto é uma solução de improviso inaceitável. Defendemos que o aeroporto precisa de uma solução concreta”, disse Tony Tyler, director-geral e CEO da IATA.
A IATA afirmou também que o aeroporto enfrenta uma crise de capacidade e pediu ao governo tailandês para acelerar a expansão do Terminal 2 e seguir em frente com planos para uma terceira pista. “A aviação é fundamental para o sucesso económico da Tailândia”, disse Tyler. “É a espinha dorsal da indústria do turismo e fornece oportunidades de negócios vindas do exterior”.
Algumas preocupações já foram levantadas pela Organização Internacional de Aviação Civil e pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (US-FAA).
A US-FAA classifica a Tailândia como categoria 2 no seu programa de Avaliação Internacional de Segurança da Aviação.
“Estas avaliações olham para as medidas que o governo está a implementar, e não às das companhias aéreas. As Companhias Aéreas Thai Airways e Bangkok Airways são membros da IATA, e juntamente com a Thai Lion Air e Orient Thai Airlines, fazem parte do registo da IATA Operational Safety Audit (IOSA)”, explicou Tyler. “Isso demonstra que as transportadoras estão a operar com os mais elevados padrões globais de segurança operacional.”
A IATA também pretende que a Tailândia imponha as normas IOSA como um requisito para todas as companhias aéreas registadas no país.
“Isso não absolve o governo da sua responsabilidade de tentar alinhar os seus programas de supervisão com os padrões globais. Mas enviava um forte sinal de que a Tailândia tem um sério compromisso com a segurança.”
