A Agência de Turismo do Japão pediu aos operadores de SPA para permitirem a entrada de turistas estrangeiros com tatuagens nas suas instalações, numa tentativa de incrementar o número de viajantes que se deslocam ao país do Sol Nascente. Actualmente não existe nenhuma proibição geral de tatuagens em fontes termais, mas muitos SPA’s optam por impedir as pessoas tatuadas com medo que assustem os outros clientes.
No Japão as tatuagens são muitas vezes associadas aos membros Yakuza. A Yakuza é uma organização criminosa com uma hierarquia bem definida com origem no Japão mas também presente nos Estados Unidos, dedicando-se a jogo ilegal, prostituição e contrabando.
Em 2013, um Spa em Hokkaido impediu de entrar uma mulher Maori da Nova Zelândia com uma tatuagem tradicional na cara, provocando uma controvérsia sobre o que significado das tatuagens em cada uma das culturas.
Shogo Akimichi, um responsável da Agência Japonesa de Turismo, pediu aos operadores Onsen para dar mais atenção aos contextos culturais dos tatuados turistas não-japoneses. Onsen é o termo usado no Japão para classificar águas termais com temperatura superior a 25ºC.
Akimichi acrescentou “O número de turistas estrangeiros está a aumentar e com esta mudança de mentalidade, esperamos que eles possam desfrutar plenamente dos onsen no nosso país“. Este pedido não faz parte de nenhuma nova lei ou regra por isso a decisão cabe em última análise, a cada operador. Este pedido não se estende aos cidadãos nacionais.
Akimichi disse que a actual política de impedir tattoos em muitos resorts Onsen rejeita indiscriminadamente pessoas com tatuagens, incluindo convidados estrangeiros, que os usam por motivos religiosos, moda ou outras razões.
A agência pediu que os operadores tomem medidas como a oferta de adesivos para cobrir as tatuagens ou definindo determinados prazos para os turistas tatuados poderem tomar banho de modo a separá-los dos outros visitantes.
